margin-top:35px; pequena pra uns, GRANDE pra outros.
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Não vou gastar meu tempo com uma auto-definição, assim você não se frustra e eu não tenho que justificar nada caso a propaganda seja enganosa, e acredite, palavras não definem uma pessoa, o que define são as atitudes!

"Você pode pensar o que quiser sobre as pessoas, mas saiba que isso não vai transformá-las". Hugh Prather

E o que você pensa sobre mim, é problema seu.
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
sobre como de repente a gente fica sem ar...



Não conto o tempo, o tempo que insiste em me contar, tudo nos mínimos detalhes, eu em respeito ao significado do meu nome, boa ouvinte, ouço tudo atentamente como se fosse a coisa mais importante do mundo, e é. Eu sei. Sou capaz de ouvir tua respiração há quilômetros de distância, eu te sinto como se você fosse eu. De repente já nem sei, tudo se confunde, tudo se funde. Você respirou e me inspirou, e eu fiquei sem ar, me perdi, tentei me encontrar, mas sinceramente não sei se quero, tenho medo de me encontrar e nesses encontros e desencontros me desencontrar de você, aí sim eu me perderia pra jamais me achar...
Diferente dos teus, os meus rabiscos são mais claros, ou talvez nem tanto. Tento brincar com as palavras lembrando como brinquei com teu corpo, labirinto...
As lembranças me roubam sorrisos bobos, olho pro infinito e vejo teu olhar, me vejo dentro dele...eu me perdi quando encontrei você.

"And I'd give up forever to touch you"

Tocar teu coração, é o que quero acima de tudo.

Simples palavras como simples rabiscos numa folha amassada.
 
Sábado, 17 de Maio de 2008
sobre como mergulhamos em nossos pensamentos, ou como eles nos afogam...



De repente estou só. Não, é mentira. Na verdade estou com eles.
Pensamentos malditos.
Eles estão comigo sempre. Os mais improváveis. Os mais absurdos.
Paro. Penso. Mas quanta ironia, eu não quero parar, não quero pensar! Mas é aí que eu penso, e de novo, e de novo.
Para quem eu poderia segredar? Meu diário me abandonou antes da minha adolescência, a verdade é que foi o contrário. Nunca ele soube nada sobre mim. Será que alguém sabe?
Ah, se todos soubessem, teriam medo, fugiriam como o diabo foge da cruz.
Queria alguém pra contar as coisas mais absurdas, mas talvez eu tenha, e mesmo assim não conte. Então pra que desejar ter? Bobagem!
Será que ela (a pessoa) entenderia coisas que nem eu mesma entendo? Tenho medo, acho que sou uma bela duma covarde. É, eu prefiro não arriscar.
Será que isso é algo comum? Ou de fato sou esse monstro que vejo dentro de mim? Ou meu espelho interior está me enganando. Ou...
Minha mente é bombardeada com toda sorte de informações, boas, ruins, não classificadas, mas posso escolher quais quero e não quero. E os pensamentos? Eles chegam de mansinho, às vezes nem sempre, e me atacam, me destruindo, e simplesmente não posso fazer nada. Ou não consigo.
Mergulho bem fundo, num mar fechado. Luto pra não morrer afogada. Será que vai ser em vão?
Eu deveria ser uma pessoa feliz, mas não me sinto como tal, às vezes tenho impressão que tudo é uma peça, faço e sou para deixar aqueles que amo felizes, e fico satisfeita por isso, com a sensação de missão cumprida, mas não exatamente feliz, felicidade para mim é mais um estado passageiro, às vezes estou feliz, mas não sou.
Acho que ninguém é.
Não estou sendo nada objetiva, tudo isso não faz sentido pra você? Tudo bem, não faz pra mim também.
Vivo rodeada de pessoas, embora eu queira estar longe delas a maior parte do tempo, odeio essa superficialidade nas relações. Ninguém sabe o suficiente sobre o próprio umbigo e no entanto vivem dizendo que me conhecem o bastante. Coitados. Como podemos conhecer os outros tão bem se mal nos conhecemos?
Às vezes minha mente me engana, me trai sem nenhum remorso.
Isso eu escrevi numas folhas avulsas, me recuso a passar tudo pra cá. Me recuso a acreditar que tudo aquilo saiu de mim. Mesmo que eu não queira, não posso evitar a verdade.
Sei que pior do que morrer é viver morto.
Duas páginas não publicadas, rasgadas, jogadas no lixo. E daí? Nada mudou.

Isso não era pra fazer sentido pra ninguém.

Acréscimo do dia 18/05/08.

Porque tem dia que você se sente a pior pessoa do mundo. E aí por um acaso você descobre que realmente é.
 
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
sobre como a gente se sente depois...


Foto: Lavrinhas - SP / by xê

Foi assim, maravilhoso. A sétima vez que fui pra Lavrinhas - SP, perfeito. Dias perfeitos, doces dias. Entendeu ou quer que desenhe? Ah, meus dons artísticos não estão mode-on, sabe? Então deixa pra lá. Esquece.
Eu poderia contar tudo tintim por tintim e ainda entrar em detalhes, mas aí eu entraria no grupo dos chatos, segundo Millôr em A Bíblia do Caos. Se é que já não estou. Afinal quem não está? De chato e louco todo mundo tem um pouco [infame].
E o que vivi de bom (leia-se: maravilhoso) nesse fim-de-semana-feriado foi descontado com juros e correção. Ontem e hoje, caos, puro caos. Estou a ponto de pedir pra sair, mas bom seria se fosse assim simples, né? Não é, não se iluda. Não me iluda. Não me diga que a vida é simples e nós que complicamos, isso é clichê demais, não cola. Não comigo. Não agora. Ninguém diz que a vida é simples enquanto o mundo está caindo sobre sua cabeça, complicado como desfazer um nó de gravata (era pra ser um nó daqueles de marinheiro, complicados mesmo, mas não sei nome de nenhum e tô com preguiça de pesquisar). Ninguém aceita tão facilmente sua natureza complicada que complica tudo e todos. É tudo culpa do sistema.
Quatro dias felizes, completos. E agora? Caos, saudade, saudade e caos. Não necessariamente nessa ordem.
Queria ser tão rica e tão inteligente quanto pensam que sou. Queria ter tudo que pensam que tenho, mesmo sabendo que no fundo não adianta ter nada. Como disse Millôr entre suas 5142 citações:

"Triste é a angústia do pobre, que nunca teve nada. Mas e a angústia do rico, que sabe que não adianta ter tudo?"

Não que eu seja rica, mas não preciso ser pra saber certas coisas. Ter pouco é suficiente. De que adianta ter tudo? Nada. E o que falta? Tudo.
E então depois de um doce feriado, e em seguida dois dias do tipo vou-matar-você, a gente se gente assim, sabe? Ah, não vou desenhar. Esquece de novo.

Nota: Sobre a pós que mencionei no post anterior, deu certo, aulas todos os sábados das 08 às 17h. Adeus ociosidade.
 
Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
sobre como sobra tanta coisa...


1000imagens.com

Recebi ontem um e-mail de uma amiga que sempre fez (e faz) uma tremenda falta, e por coincidência (ou não) a volta dela a este mundo virtual foi mágica. Bem na hora, aliás. Em tempo de evitar uma morte. Sim, dizem que saudade mata. E se você não acredita, problema seu. Eu que não vou arriscar. Voltando a minha amiga, tive o prazer de conhecê-la, muita coisa aconteceu desde então, algumas confusas, mas a magia da nossa amizade permanece. Lembro-me como se fosse amanhã do primeiro olhar, do primeiro abraço, da declaração quando a luz já não mais estava acesa, do cuidado, das lágrimas, da despedida.
Mas não é disso especificamente que vou falar nesse post, se é que ele é específico. O que duvido muito. Acho que é só mais um. Aleatório. Perdido.

Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo

Sobra Tanta Falta - O Teatro Mágico

Tem sobrado tanta coisa. Tanto espaço. Tanto vazio. Tanta saudade.

Penso, às vezes, que o que sobra mesmo na minha vida, ou melhor, quem sobra, sou eu. Sabe quando nada se encaixa? Nem você. Então.

novidade do dia (noite): acabei de falar com um amigo, vou amanhã para Votuporanga - SP com ele e mais outro amigo, ex-colegas de faculdade, ver os detalhes da pós que eles já começaram a fazer, e se tudo der certo por lá, vamos ser colegas de pós também! (yn)
 
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
sobre meu estado de saúde nos últimos dias...

Calma, calma. Estou bem. Agora. Foi assim...

Era uma vez uma garotinha que estava bem...ah não, cooooooooorta!

Então, desde segunda venho sentindo um mal estar, garganta e tal, que resolveu dar as caras mesmo nesta quarta-feira, e por isso fui embora mais cedo do trabalho, na hora do almoço, e fiquei em casa de repouso a base de inalação e cama, vice-versa. Assim mesmo, o dia todo. De repente a noite passo mais mal que o normal, fui levada pelos meus pais as pressas para o hospital, lá fui internada e fiquei até hoje a tarde. Foi só mais um súbito ataque da bronquite.

Resumindo: Nove injeções na veia, uma na pseudo-coxa, cinco litros de soro e um sapinho de pelúcia lindo que a Bruninha me deu *-* e que passou a última noite no hospital comigo.



Sim, eu amo sapos de pelúcias. Só de pelúcia, que fique bem claro. E essa paixão é por causa de uma garotinha que morava no sul e que agora voltou pra sua terrinha maravilhosa. Essa paixão nasceu no sul por causa dela e se estende até hoje aqui pras bandas de Minas Gerais. Saudades.

Acho que quero ficar doente mais vezes :x

huahauahauhaua

(Brincadeirinha Deus!)

Me sinto bem melhor, e agradeço a todos aqueles que ficaram sabendo e de uma forma ou de outra demonstraram carinho e preocupação. Obrigada mesmo, de coração!

Novidade: pc novo \o/
 
Domingo, 13 de Abril de 2008
sobre o livro que ela tava lendo, O Assobiador...

...O ar vienense embaçava as janelas do trem naquela manhã e, enquanto as pessoas seguiam distraídas para o trabalho, um assassino assobiava sua alegre melodia. Comprou o bilhete. Houve trocas educadas de cumprimentos com outros passageiros e com o condutor. Ele até ofereceu seu lugar a uma senhora idosa, e conversou polidamente com um jogador que lhe falou de cavalos norte-americanos. Afinal, o assobiador adorava conversar. Conversava com as pessoas e as iludia, fazendo-as gostar dele, confiar nele. Conversava com elas ao matá-las, enquanto as torturava e girava a faca. Só quando não havia ninguém com quem falar é que ele assobiava, razão por que o fazia depois dos assassinatos...
- Então, o senhor acha que a pista será boa para o número sete, é?
- É claro - sorriu o jogador. A confiança já se fizera presente. - Ele virá de trás e vai acabar com todos eles! - gritou, por cima do barulho do trem.
- Se o senhor insiste... O assobiador deu um risinho de mofa, e pensou durante muito tempo em quando encontrariam o corpo do inspetor, naquele BMW novo em folha.


(ZUSAK, Marcus. A Menina que Roubava livros, p. 286)

Dica²: Hosseini, Khaled - A Cidade do Sol.

Ótimos livros, vale muito a pena.
 
Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
sobre como as coisas podem ser ruins, ou não...

Sabe aqueles dias que você acorda não com o pé esquerdo, mas com o lado esquerdo todo contra você? Se você não sabe, queira viver sem saber, para o bem da sua saúde.

Tenho me deliciado com o humor-quase-negro do autor Lemony Snicket em Desventuras em Série*, e confesso que sinto uma espécie de pena daqueles infelizes orfãos, mas não posso deixar de destacar que aprendo muito, muito a cada livro que termino. Estou no décimo livro. São treze.

Aprendo que a vida pode até estar ruim, mas sempre há uma forma de estar pior, acredite, você pode estar vivendo a pior desgraça de sua vida e achar que nada pior pode acontecer, e num segundo tudo muda, neste caso, pra pior é claro, e você percebe que estava completamente enganado.

É amigo, e não te chamo de amigo porque você é meu amigo, eu nem te conheço, é apenas uma forma educada de continuar essa conversa. Mas você pode desistir agora mesmo de ler todas essas bobagens usando as teclas de atalho do seu teclado, Ctrl+W, e seja feliz no seu mundinho-quase-perfeito.

Mas voltando ao momento que você acorda com todo o seu lado esquerdo contra você, é bom de repente algo bom enfim acontecer, pode ser algo bem pequeno, mas você saberá, ou pelo menos é o que se espera que saiba, dar o real valor. E hoje não apenas uma, que foi a chegada dos meus livros, mas algumas pequenas* coisas boas aconteceram, como também a chegada deste novo lay, prêmio que ganhei da Anne já tem um tempinho num sorteio no blog dela, e que valeu muito a pena esperar (obrigada, mais uma vez), logo estarei me expressando aqui com um visual novo graças a Carol, e dá licença que amiga assim não é pra qualquer um não. E depois de algumas desventuras*, é muito bom saber que alguém lá em cima ainda vai com a minha cara, ou como diria a Bia, com a minha face.

Estou numa fase tão livros, aceito presentes fora de época. (6)